DE LETRA N 226 (QUARTA-FEIRA, 01-04-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Quarta-feira, dia de amenidades. Nada de falar do meu querido e glorioso América e da nossa quase filarmônica do Gutierrez, assuntos obrigatórios das colunas de segunda e sexta. Então, vamos lá: fui acordado na “madrugada” de hoje, pouco depois das 11 horas da manhã (aposentado não tem hora para dormir e muito menos acordar). Não suporto barulho de telefone. Tanto que não tenho fixo e nem celular. Com raiva e ainda sonolento, preparava-me para xingar o “engraçadinho”, que foi salvo, por se identificar rapidamente, talvez adivinhando o que estava por acontecer...
ERA O grande amigo Mário Lima Pereira, conhecido e culto advogado, que conheci no já distante 1962, no antigo curso clássico do Colégio Marconi, época em que ele era “cracão” de bola do Galinho/sem/esporas, atacante alto de chute potente, com quem tive o privilégio de jogar, no colégio e no Clube Recreativo Forense. Repito que ele foi “ingrato”, sim, pois deveria ter jogado no meu Coelho, grande paixão de seu saudoso genitor, o desembargador Carlos Horta Pereira, que não era de perder jogos do América. O Mário era tão bom, que o fantástico Santos de Pelé tentou levá-lo para a Vila Belmiro. Não foi. Preferiu ser advogado. Inteligente, o jovem...
O AMIGO contou que frequenta um bar no Bairro Santa Tereza, na primeira quarta-feira de cada mês, onde vão grandes jogadores do passado, como o goleirão Marcial (foi reserva de meu irmão cruzeirense Domingos na Faculdade de Medicina) e o zagueirão Graziani. Mas, a maioria, americana, o que é natural, por ser a região eminentemente americana. Deve ser cada “resenha”! Contou que lá tem um ex-jogador que fala que “jogador preto bom era o Pelé; branco, não tinha ninguém melhor do que eu”. Coitado, não deve ter visto o Mário jogar...
O MÁRIO confessou ser leitor assíduo de minha modesta coluna em meu Blog internacional. Que honra, para mim! E que sua turma se deliciou com a que afirmei ser ele “traidor”. Sua filha Marina (irmã da talentosa jornalista da TV Alterosa Laura Lima) e seus irmãos Ed (José Eduardo) e Luiz Otávio enviaram mensagens para meu Blog. O Ed falou que ele era chamado de “irmão do Mário”, nas “peladas”, mas ele sequer distingue “uma bola de uma caixa de fósforo”. Seu irmão Luiz Otávio contou que o Ed é um craque das artes, pois toca violão e piano muito bem, compõe músicas e escreve lindas poesias. Que talento! Concorrente de meu amigo galista Cadinho Faria, o “mago do violão”, que toca violão (e bem), compõe músicas e faz lindos poemas. Eu, que não faço nada disso (fui um regular jogador de futebol e de futsal), tenho mais é que bater palmas para quem faz...
PS – Hoje tem jogo do Brasil nas eliminatórias. Mais sofrimento! O “lanterna” Peru pode “engrossar” e “endurecer”, o que seria um vexame sem tamanho. Acorda, Dunga! E, para amenizar, na noite de amanhã, excepcionalmente, tem a nossa quase filarmônica.
ATÉ a próxima.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
segunda-feira, 30 de março de 2009
DE LETRA
DE LETRA N 225 (SEGUNDA-FEIRA, 30-03-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Em passado não tão distante assim, os clubes pequenos da nossa interlândia eram autênticas “caixas de pancadas” dos três grandes de Beagá. Hoje, não, mudou tudo, com os “nanicos” encarando os gigantes de peito aberto e de igual para igual, sem medo de ser feliz. Mas, na hora da “onça beber água”, olha o “gato comendo os pintos”, ficando com a maioria esmagadora dos títulos. Tanto é, que, depois de 1964, quando a Tartaruga de Sabará (Siderúrgica) foi campeã, apenas o Tigre de Ipatinga conseguiu tal proeza. De resto, a duplinha RapoGalo leva tudo, com o meu Coelho “beliscando” um título esporádico de quando em vez. É aquela estória conhecida: sempre tem um “apito amigo” no meio do caminho...
VEJA bem, caro e atento leitor, o exemplo da rodada do final de semana do Campeonato Mineiro: a Raposinha/saltitante suou para derrotar o Galo Carijó de Juiz de Fora, o Galinho/sem/esporas idem para vencer o Zebu de Uberaba e o Coelho não passou de um empate zerado com o Rio Branco de Andradas. Muito equilíbrio! Nos jogos de volta das quartas-de-final, acredito que a situação do Galinho é a mais tranquila (pode perder pelo placar menor no Mineirão). A Raposinha está em situação semelhante (pode perder pelo mesmo placar em Juiz de Fora). Situação mais difícil e complicada é a do Coelho, para variar (tem que vencer em Poços de Caldas). Dureza...
O MEU América está em tal situação por falta de ataque (o dele é de riso). Ontem, por exemplo, jogaram o “ancião” Euller (joga pelos lados) e o armador Luciano. Falta alguém como referência dentro da área, que conheça o caminho das Índias, digo, das redes inimigas. Encheram a equipe de veteranos com data de validade vencida e esqueceram de um “matador”. Assim, o Coelho segue “matando” seu torcedor de raiva. Gente, com esse time, será um vexame seguido na Série C do Campeonato Brasileiro...
PS – Quem tem vários “matadores” é a nossa quase filarmônica do Gutierrez, comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, o da timba afinada e barulhenta, que voltou a nos encantar, na noite de sexta-feira, tarde/noite de sábado e tarde de domingo, no restaurante “Sub Zero” do amigo Roncali. O logradouro está virando bar da Savassi (sempre lotado). A nossa banda transformou o local com a sua ótima música. Quem conhece, volta e fica entusiasmado...
PS2 – Para agradecer o amigo cruzeirense Daniel, do “Sub Zero”, que, gentilmente, mais uma vez, passou esta modesta coluna, do disquete para o meu modesto Blog internacional, já que o computador da Rita Maria (a titular no assunto) “pifou” e o meu não tem internet. Amigo é para essas coisas...
ATÉ a próxima.
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Em passado não tão distante assim, os clubes pequenos da nossa interlândia eram autênticas “caixas de pancadas” dos três grandes de Beagá. Hoje, não, mudou tudo, com os “nanicos” encarando os gigantes de peito aberto e de igual para igual, sem medo de ser feliz. Mas, na hora da “onça beber água”, olha o “gato comendo os pintos”, ficando com a maioria esmagadora dos títulos. Tanto é, que, depois de 1964, quando a Tartaruga de Sabará (Siderúrgica) foi campeã, apenas o Tigre de Ipatinga conseguiu tal proeza. De resto, a duplinha RapoGalo leva tudo, com o meu Coelho “beliscando” um título esporádico de quando em vez. É aquela estória conhecida: sempre tem um “apito amigo” no meio do caminho...
VEJA bem, caro e atento leitor, o exemplo da rodada do final de semana do Campeonato Mineiro: a Raposinha/saltitante suou para derrotar o Galo Carijó de Juiz de Fora, o Galinho/sem/esporas idem para vencer o Zebu de Uberaba e o Coelho não passou de um empate zerado com o Rio Branco de Andradas. Muito equilíbrio! Nos jogos de volta das quartas-de-final, acredito que a situação do Galinho é a mais tranquila (pode perder pelo placar menor no Mineirão). A Raposinha está em situação semelhante (pode perder pelo mesmo placar em Juiz de Fora). Situação mais difícil e complicada é a do Coelho, para variar (tem que vencer em Poços de Caldas). Dureza...
O MEU América está em tal situação por falta de ataque (o dele é de riso). Ontem, por exemplo, jogaram o “ancião” Euller (joga pelos lados) e o armador Luciano. Falta alguém como referência dentro da área, que conheça o caminho das Índias, digo, das redes inimigas. Encheram a equipe de veteranos com data de validade vencida e esqueceram de um “matador”. Assim, o Coelho segue “matando” seu torcedor de raiva. Gente, com esse time, será um vexame seguido na Série C do Campeonato Brasileiro...
PS – Quem tem vários “matadores” é a nossa quase filarmônica do Gutierrez, comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, o da timba afinada e barulhenta, que voltou a nos encantar, na noite de sexta-feira, tarde/noite de sábado e tarde de domingo, no restaurante “Sub Zero” do amigo Roncali. O logradouro está virando bar da Savassi (sempre lotado). A nossa banda transformou o local com a sua ótima música. Quem conhece, volta e fica entusiasmado...
PS2 – Para agradecer o amigo cruzeirense Daniel, do “Sub Zero”, que, gentilmente, mais uma vez, passou esta modesta coluna, do disquete para o meu modesto Blog internacional, já que o computador da Rita Maria (a titular no assunto) “pifou” e o meu não tem internet. Amigo é para essas coisas...
ATÉ a próxima.
sexta-feira, 27 de março de 2009
DE LETRA
DE LETRA N 223 (QUARTA-FEIRA, 25-03-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Quarta-feira é reservada para amenidades, ficando o meu querido e glorioso América e a nossa quase filarmônica do Gutierrez para as colunas de segunda e sexta. Já virou tradição. O caro e atento leitor já se acostumou. Afinal, esta é coluna de número 223. Muita gente lê e alguns enviam mensagens para meu modesto Blog internacional. A maioria, naturalmente, como não poderia deixar de ser, americana. Assim, a vida vai seguindo. De resto, o velho “guaraná”, cuja origem explico hoje.
MUITO antes de trabalhar no extinto jornal “Diário da Tarde”, já era amigo do Márcio Renato (nossas famílias moravam na mesma rua no Bairro Gutierrez, na década de 60). Eu o enfrentei várias vezes no futsal. Ele era goleiro e eu atacante. Meu time ganhava todas e eu era um artilheiro temido. Em 1973 entrei para o jornal, com ele entrando poucos anos após. Ele foi meu editor na Editoria de Polícia. Muito competente, diga-se de passagem.
POIS bem! No início de 1979, começamos a escrever as colunas do Coelho (“De Letra”) e do Galinho (“Contra-ataque”). Ele, poucos dias antes de mim. Nossos casamentos acabaram na mesma época. Livres das “amarras” e sozinhos na vida, de noite a gente saía do jornal e ia direto para um bar, contando, no dia seguinte, as nossas “farras” noturnas e as nossas cervejas do dia-a-dia. Muita gente pensava que a gente tinha que entrar para o AA. Que nada, nós bebíamos mo-de-ra-da-men-te, uma cerveja de cada vez...
AÍ, caro leitor, fomos chamados, um de cada vez, para uma conversa reservada, pelo companheiro Hélio Fraga, então editor de Esportes do jornal “Estado de Minas”. Muito sério e “quadrado”, o Hélio pediu a cada um que não mais fosse escrita nas colunas a palavra cerveja, já que jornalista tinha a fama de ser “cachaceiro”. Que mentalidade...
NÃO perdi tempo. No dia seguinte falei, na coluna, que, na noite anterior, havia tomado o velho “guaraná”. Depois, o Márcio, também. Sintonia total. O Hélio Fraga não percebeu nada. Se percebeu, preferiu o silêncio, vez que não mais nos importunou. E o “guaraná” ficou para sempre. E ficou famoso. Saí do jornal em junho de 2006 e continuo falando no “guaraná” até hoje, no meu modesto Blog. E o saboreando nos bares da vida, jogando conversa fora, com os amigos de todos os dias. E “curtindo”, também, a boa música da nossa quase filarmônica do Gutierrez...
NO início, os leitores nada entenderam. Quando eu estava tomando minha cerveja de todos os dias era comum chegar um e indagar, espantado: “uai, Miguel, você não fala que só toma guaraná?”. Gente que não prestava atenção nas aspas. Com o passar do tempo, todos se acostumaram. Não sei se o Hélio Fraga também. Pouco importa. O importante é viver a vida...
PS – Hoje estou “curtindo” minha merecida aposentadoria, após 40 anos de labuta diária (no jornal e no Tribunal de Justiça), ao passo que o Márcio Renato “curte” a dele em Arraial Dajuda, no Sul da Bahia. Eta vida “mais ou menos”...
ATÉ a próxima.
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Quarta-feira é reservada para amenidades, ficando o meu querido e glorioso América e a nossa quase filarmônica do Gutierrez para as colunas de segunda e sexta. Já virou tradição. O caro e atento leitor já se acostumou. Afinal, esta é coluna de número 223. Muita gente lê e alguns enviam mensagens para meu modesto Blog internacional. A maioria, naturalmente, como não poderia deixar de ser, americana. Assim, a vida vai seguindo. De resto, o velho “guaraná”, cuja origem explico hoje.
MUITO antes de trabalhar no extinto jornal “Diário da Tarde”, já era amigo do Márcio Renato (nossas famílias moravam na mesma rua no Bairro Gutierrez, na década de 60). Eu o enfrentei várias vezes no futsal. Ele era goleiro e eu atacante. Meu time ganhava todas e eu era um artilheiro temido. Em 1973 entrei para o jornal, com ele entrando poucos anos após. Ele foi meu editor na Editoria de Polícia. Muito competente, diga-se de passagem.
POIS bem! No início de 1979, começamos a escrever as colunas do Coelho (“De Letra”) e do Galinho (“Contra-ataque”). Ele, poucos dias antes de mim. Nossos casamentos acabaram na mesma época. Livres das “amarras” e sozinhos na vida, de noite a gente saía do jornal e ia direto para um bar, contando, no dia seguinte, as nossas “farras” noturnas e as nossas cervejas do dia-a-dia. Muita gente pensava que a gente tinha que entrar para o AA. Que nada, nós bebíamos mo-de-ra-da-men-te, uma cerveja de cada vez...
AÍ, caro leitor, fomos chamados, um de cada vez, para uma conversa reservada, pelo companheiro Hélio Fraga, então editor de Esportes do jornal “Estado de Minas”. Muito sério e “quadrado”, o Hélio pediu a cada um que não mais fosse escrita nas colunas a palavra cerveja, já que jornalista tinha a fama de ser “cachaceiro”. Que mentalidade...
NÃO perdi tempo. No dia seguinte falei, na coluna, que, na noite anterior, havia tomado o velho “guaraná”. Depois, o Márcio, também. Sintonia total. O Hélio Fraga não percebeu nada. Se percebeu, preferiu o silêncio, vez que não mais nos importunou. E o “guaraná” ficou para sempre. E ficou famoso. Saí do jornal em junho de 2006 e continuo falando no “guaraná” até hoje, no meu modesto Blog. E o saboreando nos bares da vida, jogando conversa fora, com os amigos de todos os dias. E “curtindo”, também, a boa música da nossa quase filarmônica do Gutierrez...
NO início, os leitores nada entenderam. Quando eu estava tomando minha cerveja de todos os dias era comum chegar um e indagar, espantado: “uai, Miguel, você não fala que só toma guaraná?”. Gente que não prestava atenção nas aspas. Com o passar do tempo, todos se acostumaram. Não sei se o Hélio Fraga também. Pouco importa. O importante é viver a vida...
PS – Hoje estou “curtindo” minha merecida aposentadoria, após 40 anos de labuta diária (no jornal e no Tribunal de Justiça), ao passo que o Márcio Renato “curte” a dele em Arraial Dajuda, no Sul da Bahia. Eta vida “mais ou menos”...
ATÉ a próxima.
quarta-feira, 25 de março de 2009
DE LETRA
DE LETRA N 223 (QUARTA-FEIRA, 25-03-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Quarta-feira é reservada para amenidades, ficando o meu querido e glorioso América e a nossa quase filarmônica do Gutierrez para as colunas de segunda e sexta. Já virou tradição. O caro e atento leitor já se acostumou. Afinal, esta é coluna de número 223. Muita gente lê e alguns enviam mensagens para meu modesto Blog internacional. A maioria, naturalmente, como não poderia deixar de ser, americana. Assim, a vida vai seguindo. De resto, o velho “guaraná”, cuja origem explico hoje.
MUITO antes de trabalhar no extinto jornal “Diário da Tarde”, já era amigo do Márcio Renato (nossas famílias moravam na mesma rua no Bairro Gutierrez, na década de 60). Eu o enfrentei várias vezes no futsal. Ele era goleiro e eu atacante. Meu time ganhava todas e eu era um artilheiro temido. Em 1973 entrei para o jornal, com ele entrando poucos anos após. Ele foi meu editor na Editoria de Polícia. Muito competente, diga-se de passagem.
POIS bem! No início de 1979, começamos a escrever as colunas do Coelho (“De Letra”) e do Galinho (“Contra-ataque”). Ele, poucos dias antes de mim. Nossos casamentos acabaram na mesma época. Livres das “amarras” e sozinhos na vida, de noite a gente saía do jornal e ia direto para um bar, contando, no dia seguinte, as nossas “farras” noturnas e as nossas cervejas do dia-a-dia. Muita gente pensava que a gente tinha que entrar para o AA. Que nada, nós bebíamos mo-de-ra-da-men-te, uma cerveja de cada vez...
AÍ, caro leitor, fomos chamados, um de cada vez, para uma conversa reservada, pelo companheiro Hélio Fraga, então editor de Esportes do jornal “Estado de Minas”. Muito sério e “quadrado”, o Hélio pediu a cada um que não mais fosse escrita nas colunas a palavra cerveja, já que jornalista tinha a fama de ser “cachaceiro”. Que mentalidade...
NÃO perdi tempo. No dia seguinte falei, na coluna, que, na noite anterior, havia tomado o velho “guaraná”. Depois, o Márcio, também. Sintonia total. O Hélio Fraga não percebeu nada. Se percebeu, preferiu o silêncio, vez que não mais nos importunou. E o “guaraná” ficou para sempre. E ficou famoso. Saí do jornal em junho de 2006 e continuo falando no “guaraná” até hoje, no meu modesto Blog. E o saboreando nos bares da vida, jogando conversa fora, com os amigos de todos os dias. E “curtindo”, também, a boa música da nossa quase filarmônica do Gutierrez...
NO início, os leitores nada entenderam. Quando eu estava tomando minha cerveja de todos os dias era comum chegar um e indagar, espantado: “uai, Miguel, você não fala que só toma guaraná?”. Gente que não prestava atenção nas aspas. Com o passar do tempo, todos se acostumaram. Não sei se o Hélio Fraga também. Pouco importa. O importante é viver a vida...
PS – Hoje estou “curtindo” minha merecida aposentadoria, após 40 anos de labuta diária (no jornal e no Tribunal de Justiça), ao passo que o Márcio Renato “curte” a dele em Arraial Dajuda, no Sul da Bahia. Eta vida “mais ou menos”...
ATÉ a próxima.
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Quarta-feira é reservada para amenidades, ficando o meu querido e glorioso América e a nossa quase filarmônica do Gutierrez para as colunas de segunda e sexta. Já virou tradição. O caro e atento leitor já se acostumou. Afinal, esta é coluna de número 223. Muita gente lê e alguns enviam mensagens para meu modesto Blog internacional. A maioria, naturalmente, como não poderia deixar de ser, americana. Assim, a vida vai seguindo. De resto, o velho “guaraná”, cuja origem explico hoje.
MUITO antes de trabalhar no extinto jornal “Diário da Tarde”, já era amigo do Márcio Renato (nossas famílias moravam na mesma rua no Bairro Gutierrez, na década de 60). Eu o enfrentei várias vezes no futsal. Ele era goleiro e eu atacante. Meu time ganhava todas e eu era um artilheiro temido. Em 1973 entrei para o jornal, com ele entrando poucos anos após. Ele foi meu editor na Editoria de Polícia. Muito competente, diga-se de passagem.
POIS bem! No início de 1979, começamos a escrever as colunas do Coelho (“De Letra”) e do Galinho (“Contra-ataque”). Ele, poucos dias antes de mim. Nossos casamentos acabaram na mesma época. Livres das “amarras” e sozinhos na vida, de noite a gente saía do jornal e ia direto para um bar, contando, no dia seguinte, as nossas “farras” noturnas e as nossas cervejas do dia-a-dia. Muita gente pensava que a gente tinha que entrar para o AA. Que nada, nós bebíamos mo-de-ra-da-men-te, uma cerveja de cada vez...
AÍ, caro leitor, fomos chamados, um de cada vez, para uma conversa reservada, pelo companheiro Hélio Fraga, então editor de Esportes do jornal “Estado de Minas”. Muito sério e “quadrado”, o Hélio pediu a cada um que não mais fosse escrita nas colunas a palavra cerveja, já que jornalista tinha a fama de ser “cachaceiro”. Que mentalidade...
NÃO perdi tempo. No dia seguinte falei, na coluna, que, na noite anterior, havia tomado o velho “guaraná”. Depois, o Márcio, também. Sintonia total. O Hélio Fraga não percebeu nada. Se percebeu, preferiu o silêncio, vez que não mais nos importunou. E o “guaraná” ficou para sempre. E ficou famoso. Saí do jornal em junho de 2006 e continuo falando no “guaraná” até hoje, no meu modesto Blog. E o saboreando nos bares da vida, jogando conversa fora, com os amigos de todos os dias. E “curtindo”, também, a boa música da nossa quase filarmônica do Gutierrez...
NO início, os leitores nada entenderam. Quando eu estava tomando minha cerveja de todos os dias era comum chegar um e indagar, espantado: “uai, Miguel, você não fala que só toma guaraná?”. Gente que não prestava atenção nas aspas. Com o passar do tempo, todos se acostumaram. Não sei se o Hélio Fraga também. Pouco importa. O importante é viver a vida...
PS – Hoje estou “curtindo” minha merecida aposentadoria, após 40 anos de labuta diária (no jornal e no Tribunal de Justiça), ao passo que o Márcio Renato “curte” a dele em Arraial Dajuda, no Sul da Bahia. Eta vida “mais ou menos”...
ATÉ a próxima.
segunda-feira, 23 de março de 2009
DE LETRA
DE LETRA N 222 (SEGUNDA-FEIRA, 23-03-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Como aquele humorista da “Escolinha do Professor Raimundo”, do Chico Anísio, o meu querido e glorioso América “estava indo tão bem” na fase classificatória do Campeonato Mineiro (defesa menos vazada, sofrendo apenas três gols), mas, de repente, nada mais do que de repente, “desandou” geral, com duas derrotas (dois a um do Ituiutaba e dois a zero do Democrata/GV) e um empate zerado com a vice Raposinha/saltitante, isso, sem contar com as duas derrotas para o tal Águia de Marabá/PA (dois a um e um a zero). E a Raposinha, hein? Não é a “Terra do Sol”, mas deu uma de “vaca holandesa”, “chutando o balde”, já que passou toda a fase classificatória na liderança e foi ultrapassada pelo novo líder, o fraco, sofrido e endividado Galinho/sem/esporas, na tarde de ontem. Que “bobeira”...
MAS, a despeito de tudo, o meu Coelho (14 pontos ganhos) já está classificado, com uma rodada de antecipação, para as quartas-de-final do Estadual, mas em uma situação bem incômoda, já que caiu para a sétima colocação (era o quinto) e perdeu a possível vantagem, privilégio apenas dos quatro primeiros, no “mata-mata”. E pode cair para a oitava, caso seja derrotado pelo Zebu “Fujão” no nosso belo e confortável Independência (na noite de depois de amanhã) e haja uma vitória no jogo Tupi e Uberlândia (ambos com 12 pontos).
ALÉM de perder dentro das quatro linhas, o América perdeu, também, fora, com a demissão do “retranqueiro” treinador Flávio Lopes, que, ontem, caiu, mesmo, de verdade. Também pudera, com a eliminação precoce da Copa do Brasil e a fraca campanha até aqui no Estadual, a diretoria americana só achou um caminho: a demissão. Veja bem que “gracinha” de campanha: em dez jogos, três vitórias, cinco empates e duas derrotas, marcando apenas sete gols (média inferior a um por partida) e sofrendo sete (idem, idem, com a mesma data). É muito sete para meu gosto. Dá até arrepio, por saber que sete é conta de mentiroso...
PS – Quem não cai de produção é a nossa quase filarmônica do Gutierrez, sempre bem comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, o da timba afinada e barulhenta, que voltou a brilhar, no restaurante “Sub Zero”, do Roncali (esquina de Avenidas André Cavalcante e Francisco Sá), na noite de sexta-feira, tarde/noite de sábado e tarde de domingo. A sexta foi do amigo galista Cadinho (o “mago do violão”) e o sábado do Gustavo Barros e do cruzeirense Nortinho. Que “show” eles deram (violão e voz), hein, Orfeu Braúna (bandolim)? O Cadinho, então, exagerou! Senti que ele falou, para mim, que “música é isso”, só por ter eu falado que, na banda, tem lugar para todos: músicos populares e clássicos, como ele. Entendeu errado, hein, amigo...
ATÉ a próxima.
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Como aquele humorista da “Escolinha do Professor Raimundo”, do Chico Anísio, o meu querido e glorioso América “estava indo tão bem” na fase classificatória do Campeonato Mineiro (defesa menos vazada, sofrendo apenas três gols), mas, de repente, nada mais do que de repente, “desandou” geral, com duas derrotas (dois a um do Ituiutaba e dois a zero do Democrata/GV) e um empate zerado com a vice Raposinha/saltitante, isso, sem contar com as duas derrotas para o tal Águia de Marabá/PA (dois a um e um a zero). E a Raposinha, hein? Não é a “Terra do Sol”, mas deu uma de “vaca holandesa”, “chutando o balde”, já que passou toda a fase classificatória na liderança e foi ultrapassada pelo novo líder, o fraco, sofrido e endividado Galinho/sem/esporas, na tarde de ontem. Que “bobeira”...
MAS, a despeito de tudo, o meu Coelho (14 pontos ganhos) já está classificado, com uma rodada de antecipação, para as quartas-de-final do Estadual, mas em uma situação bem incômoda, já que caiu para a sétima colocação (era o quinto) e perdeu a possível vantagem, privilégio apenas dos quatro primeiros, no “mata-mata”. E pode cair para a oitava, caso seja derrotado pelo Zebu “Fujão” no nosso belo e confortável Independência (na noite de depois de amanhã) e haja uma vitória no jogo Tupi e Uberlândia (ambos com 12 pontos).
ALÉM de perder dentro das quatro linhas, o América perdeu, também, fora, com a demissão do “retranqueiro” treinador Flávio Lopes, que, ontem, caiu, mesmo, de verdade. Também pudera, com a eliminação precoce da Copa do Brasil e a fraca campanha até aqui no Estadual, a diretoria americana só achou um caminho: a demissão. Veja bem que “gracinha” de campanha: em dez jogos, três vitórias, cinco empates e duas derrotas, marcando apenas sete gols (média inferior a um por partida) e sofrendo sete (idem, idem, com a mesma data). É muito sete para meu gosto. Dá até arrepio, por saber que sete é conta de mentiroso...
PS – Quem não cai de produção é a nossa quase filarmônica do Gutierrez, sempre bem comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, o da timba afinada e barulhenta, que voltou a brilhar, no restaurante “Sub Zero”, do Roncali (esquina de Avenidas André Cavalcante e Francisco Sá), na noite de sexta-feira, tarde/noite de sábado e tarde de domingo. A sexta foi do amigo galista Cadinho (o “mago do violão”) e o sábado do Gustavo Barros e do cruzeirense Nortinho. Que “show” eles deram (violão e voz), hein, Orfeu Braúna (bandolim)? O Cadinho, então, exagerou! Senti que ele falou, para mim, que “música é isso”, só por ter eu falado que, na banda, tem lugar para todos: músicos populares e clássicos, como ele. Entendeu errado, hein, amigo...
ATÉ a próxima.
sexta-feira, 20 de março de 2009
DE LETRA
N 221(SEXTA-FEIRA, 20-03-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Esse filme o torcedor americano já está com o “saco cheio” de ver! Mais uma precoce eliminação na Copa do Brasil, logo na primeira rodada. A meu sentir, essa competição não foi feita para o meu querido e glorioso América. É duro! Num ano o “algoz” foi o tal Kaburé/TO, no outro o Baraúnas/RN (se chamasse Braúna, ainda passava) e, agora, o Águia de Marabá/PA. Só “timinhos” inexpressivos e desconhecidos, que somente ficaram conhecidos após eliminarem o Coelho. É triste, mas é a pura realidade. Assim, o sonho de pegar o também meu Fluminense/RJ do treinador Carlos Alberto Parreira e do ex-americano Fred, virou pesadelo. Pois é, coisas que só acontecem com o América! Mais uma. Ainda bem que não fui ao Mineirão. Para passar vergonha e ter raiva, preferi ficar em casa com o meu aparelho ligado (de rádio, bem entendido)...
DENTRO de campo, um time mal escalado e mal treinado. Substituições equivocadas. Fora, uma diretoria desorientada, com sete dirigentes mandando e ninguém se entendendo, que encheu o elenco de experientes ex-jogadores, com “validade vencida”, com a maioria na provecta idade superior a 30 anos. Como na música popular, não dá acreditar em homem com mais de 30 (mulher, tudo bem). E a diretoria ainda cometeu a infantilidade de levar o jogo para o Mineirão. O Águia, que não tem bom estádio, agradeceu e “deitou e rolou”. Com espaço, ficou mais feliz do que pinto no lixo. Copa do Brasil já era! Agora, é voltar a pensar no Campeonato Mineiro (domingo tem Pantera em Governador Valadares) e se preparar para a Série C do Campeonato Brasileiro. Ainda há tempo para se montar um elenco de verdade, com bons e experientes jogadores. Os que estão no clube, faça-me o favor. Caso contrário, o torcedor americano pode se preparar para novos vexames...
PS – O jeito será “afogar” as lágrimas com uma boa música. O problema é se elas aprenderem a nadar! Na noite de hoje, tarde/noite de amanhã e tarde de domingo, no restaurante “Sub Zero” do amigo Roncali (esquina de Avenidas André Cavalcante e Francisco Sá), sem “lube-lube”, mais “show” da nossa quase filarmônica do Gutierrez, sempre muito bem comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, o da timba afinada e barulhenta. Com a raiva que ele está (qual americano não está?), será mais barulhenta ainda. Pior será ouvir dos torcedores atleticanos e cruzeirenses a clássica pergunta “e o Ameriquinha, hein? Que coisa, hein?”. Ameriquinha, por culpa do próprio América, já que, para nós, americanos, sempre foi, é e será Mecão. É como gosta de dizer o grande americano Mário Filho, o “Américo Coelho” do jornal “Super Notícia”, “América até o além”...
ATÉ a próxima.
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Esse filme o torcedor americano já está com o “saco cheio” de ver! Mais uma precoce eliminação na Copa do Brasil, logo na primeira rodada. A meu sentir, essa competição não foi feita para o meu querido e glorioso América. É duro! Num ano o “algoz” foi o tal Kaburé/TO, no outro o Baraúnas/RN (se chamasse Braúna, ainda passava) e, agora, o Águia de Marabá/PA. Só “timinhos” inexpressivos e desconhecidos, que somente ficaram conhecidos após eliminarem o Coelho. É triste, mas é a pura realidade. Assim, o sonho de pegar o também meu Fluminense/RJ do treinador Carlos Alberto Parreira e do ex-americano Fred, virou pesadelo. Pois é, coisas que só acontecem com o América! Mais uma. Ainda bem que não fui ao Mineirão. Para passar vergonha e ter raiva, preferi ficar em casa com o meu aparelho ligado (de rádio, bem entendido)...
DENTRO de campo, um time mal escalado e mal treinado. Substituições equivocadas. Fora, uma diretoria desorientada, com sete dirigentes mandando e ninguém se entendendo, que encheu o elenco de experientes ex-jogadores, com “validade vencida”, com a maioria na provecta idade superior a 30 anos. Como na música popular, não dá acreditar em homem com mais de 30 (mulher, tudo bem). E a diretoria ainda cometeu a infantilidade de levar o jogo para o Mineirão. O Águia, que não tem bom estádio, agradeceu e “deitou e rolou”. Com espaço, ficou mais feliz do que pinto no lixo. Copa do Brasil já era! Agora, é voltar a pensar no Campeonato Mineiro (domingo tem Pantera em Governador Valadares) e se preparar para a Série C do Campeonato Brasileiro. Ainda há tempo para se montar um elenco de verdade, com bons e experientes jogadores. Os que estão no clube, faça-me o favor. Caso contrário, o torcedor americano pode se preparar para novos vexames...
PS – O jeito será “afogar” as lágrimas com uma boa música. O problema é se elas aprenderem a nadar! Na noite de hoje, tarde/noite de amanhã e tarde de domingo, no restaurante “Sub Zero” do amigo Roncali (esquina de Avenidas André Cavalcante e Francisco Sá), sem “lube-lube”, mais “show” da nossa quase filarmônica do Gutierrez, sempre muito bem comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, o da timba afinada e barulhenta. Com a raiva que ele está (qual americano não está?), será mais barulhenta ainda. Pior será ouvir dos torcedores atleticanos e cruzeirenses a clássica pergunta “e o Ameriquinha, hein? Que coisa, hein?”. Ameriquinha, por culpa do próprio América, já que, para nós, americanos, sempre foi, é e será Mecão. É como gosta de dizer o grande americano Mário Filho, o “Américo Coelho” do jornal “Super Notícia”, “América até o além”...
ATÉ a próxima.
quarta-feira, 18 de março de 2009
DE LETRA
DE LETRA N 220 (QUARTA-FEIRA, 18-03-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Como toda quarta-feira, hoje é dia de amenidades (eventualmente, tem, também, o velho ludopédio), ficando o meu querido e glorioso América (amanhã tem Águia, símbolo da sorte, no Mineirão) e a nossa quase filarmônica do Gutierrez para as colunas de segunda e sexta. Falar na banda, sempre bem comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, tem mais “show”, na noite de sexta-feira, tarde/noite de sábado e tarde de domingo...
JÁ AFIRMEI, várias vezes, na minha modesta coluna do meu Blog internacional (com a de hoje já são 220) e na do extinto jornal “Diário da Tarde” (6.625), que o único clube mineiro que já trocou de nome algumas vezes foi a Raposinha/saltitante, ao contrário do Galinho/sem/esporas e do meu Coelho, que conservam os mesmos nomes desde a fundação (1908 e 1912). Tradição é tradição! Não é sem motivo que a dupla CoelhoGalo faz o chamado “clássico das multidões” nas Minas Gerais...
E NÃO é somente dentro das quatro linhas. Nas colunas dos três grandes das montanhas, a barropretada também trocou de cronistas algumas vezes. Em meados da década de 60, quando da inauguração do Mineirão, o então editor geral do DT, Fábio Proença Doyle, criou as três colunas, dando-as aos jornalistas Paulo Papini (americano), Xico Antunes (atleticano) e J. A. Ferrari de Lima (cruzeirense). Pois bem! Os dois primeiros faleceram e o terceiro deixou o jornal...
SEM perder tempo, o Fábio Doyle recompôs o time dos cronistas, trazendo o Ferrari de volta e entregando as demais aos jornalistas Miguel Santiago (americano) e Márcio Renato (atleticano). O tempo passou e o Ferrari voltou a deixar o jornal. O Zé Migué e o Márcio escreveram até a extinção do jornal, ao passo que a coluna cruzeirense passou por várias mãos. Seis, ao todo: Gastão Franco, Cefas Alves Meira e Neuber Lúcio Soares, que levou o “barco” até a extinção do jornal, em junho de 2006. Essa gente estrelado trocou de nomes e de cronistas como se troca de roupa. Falta de personalidade! Hoje estou aposentado, o Márcio mora em Arraial Dajuda/BA e o Neuber está na “Rede Record”.
QUANDO o “SBT Alterosa” lançou um programa esportivo na hora do almoço, eu e o Márcio Renato não aceitamos os convites para defender os nossos clubes. Somente o Neuber. De minha parte, tive a felicidade de indicar o companheiro Otávio Di Toledo (era meu substituto nas minhas férias anuais de janeiro), que se encontra na emissora até hoje. Fez o seu nome e está, também, no jornal “Aqui” (tenta, sem conseguir, substituir no coração dos mineiros o “Diário da Tarde”), sempre defendendo o nosso glorioso América. Enquanto o Toledo segue firme, fico em casa lendo sua coluna e acompanhando sua participação na “telinha”. Tomando o velho “guaraná”, bem entendido! Qualquer dia, conto como surgiu esse “guaraná”...
ATÉ a próxima.
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Como toda quarta-feira, hoje é dia de amenidades (eventualmente, tem, também, o velho ludopédio), ficando o meu querido e glorioso América (amanhã tem Águia, símbolo da sorte, no Mineirão) e a nossa quase filarmônica do Gutierrez para as colunas de segunda e sexta. Falar na banda, sempre bem comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, tem mais “show”, na noite de sexta-feira, tarde/noite de sábado e tarde de domingo...
JÁ AFIRMEI, várias vezes, na minha modesta coluna do meu Blog internacional (com a de hoje já são 220) e na do extinto jornal “Diário da Tarde” (6.625), que o único clube mineiro que já trocou de nome algumas vezes foi a Raposinha/saltitante, ao contrário do Galinho/sem/esporas e do meu Coelho, que conservam os mesmos nomes desde a fundação (1908 e 1912). Tradição é tradição! Não é sem motivo que a dupla CoelhoGalo faz o chamado “clássico das multidões” nas Minas Gerais...
E NÃO é somente dentro das quatro linhas. Nas colunas dos três grandes das montanhas, a barropretada também trocou de cronistas algumas vezes. Em meados da década de 60, quando da inauguração do Mineirão, o então editor geral do DT, Fábio Proença Doyle, criou as três colunas, dando-as aos jornalistas Paulo Papini (americano), Xico Antunes (atleticano) e J. A. Ferrari de Lima (cruzeirense). Pois bem! Os dois primeiros faleceram e o terceiro deixou o jornal...
SEM perder tempo, o Fábio Doyle recompôs o time dos cronistas, trazendo o Ferrari de volta e entregando as demais aos jornalistas Miguel Santiago (americano) e Márcio Renato (atleticano). O tempo passou e o Ferrari voltou a deixar o jornal. O Zé Migué e o Márcio escreveram até a extinção do jornal, ao passo que a coluna cruzeirense passou por várias mãos. Seis, ao todo: Gastão Franco, Cefas Alves Meira e Neuber Lúcio Soares, que levou o “barco” até a extinção do jornal, em junho de 2006. Essa gente estrelado trocou de nomes e de cronistas como se troca de roupa. Falta de personalidade! Hoje estou aposentado, o Márcio mora em Arraial Dajuda/BA e o Neuber está na “Rede Record”.
QUANDO o “SBT Alterosa” lançou um programa esportivo na hora do almoço, eu e o Márcio Renato não aceitamos os convites para defender os nossos clubes. Somente o Neuber. De minha parte, tive a felicidade de indicar o companheiro Otávio Di Toledo (era meu substituto nas minhas férias anuais de janeiro), que se encontra na emissora até hoje. Fez o seu nome e está, também, no jornal “Aqui” (tenta, sem conseguir, substituir no coração dos mineiros o “Diário da Tarde”), sempre defendendo o nosso glorioso América. Enquanto o Toledo segue firme, fico em casa lendo sua coluna e acompanhando sua participação na “telinha”. Tomando o velho “guaraná”, bem entendido! Qualquer dia, conto como surgiu esse “guaraná”...
ATÉ a próxima.
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