sexta-feira, 16 de abril de 2010

DE LETRA

DE LETRA Nº 389 (SEXTA-FEIRA, 16-04-10)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Que coisa fantástica é o também meu “Santástico Show da Vila”, que está maravilhando não apenas a torcida santista, mas todos os brasileiros que admiram o futebol bem jogado (Robinho, Neymar e companhia não precisavam esnobar tanto). Um dia vai perder (não existiu, não existe e nem vai existir time imbatível). Coisa do velho e insondável ludopédio. Da mesma maneira, o meu querido e glorioso América pode até não ser campeão brasileiro da Série B ou até mesmo ficar de fora do Grupo dos Quatro (G4) que vão subir para o Brasileirão do próximo ano. Mas, como americano histórico (desde o final de 1955), vou esperar pelo melhor. Dá-lhe, Coelho!
A NOSSA competente (e brava) diretoria sabe disso. Sabe que a Série B é bem mais complicada do que a Série A. Muito difícil, jogos seguidos (terça e sexta), alguns em estádios acanhados. O “pau quebra”, vez que todos querem subir. Para tanto, a diretoria já começou a reformulação do elenco, vez que o que ficou na modesta sexta colocação no Campeonato Mineiro de 2010 (12 clubes), atrás dos “pequenos” Democrata/GV, Tupi/Juiz de Fora e Ipatinga, não dá. Não iria a lugar nenhum...
ASSIM, é melhor “arregaçar as mangas” e trabalhar do que “chorar” amanhã. Chorar o leite derramado não adianta nada. Então, a “varredura” no clube já começou. Renovar ou morrer? Melhor renovar! Dois já foram embora (“bilhete azul” merecido), o lateral-direito Evanilson e o atacante Fábio Bala, que pouco ou nada jogaram no Estadual. Outros “velhinhos” devem seguir o mesmo caminho. O negócio é remoçar o elenco, para que outros jogadores sejam adquiridos. Bons e que não sejam tão velhos assim, vez que futebol é para a juventude. Jovens bons de bola. A conferir...
É preciso um elenco forte, para que americano não seja obrigado a “bater palmas” para os rivais, como nesse final de semana, em que famigerada “fuleira”, “fajuta” e protegida duplinha RapoGalo disputam vaga para outra “manjada” final doméstica, enfrentando Tigre/de/bengala e Pantera. Está na “cara” ou não? Pago um “guaraná” para quem errar tal indagação. Azar dos dois clubes da interlândia, que enfrentam os dois poderosos e, muitas vezes, a arbitragem mineira, tão contestada ultimamente, só para variar. Isso é rotineiro no futebol mineiro, em que, muitas vezes, o melhor não vence e nem conquista títulos. Fazer o quê, amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito? Cadê sua timba afinada e barulhenta? Será que amanhã tem novo espetáculo da nossa quase filarmônica do Gutierrez? A conferir...
ATÉ a próxima.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

DE LETRA

DE LETRA Nº 388 (QUARTA-FEIRA, 14-04-10)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Quarta-feira, dia de amenidades, casos, “causos” e “jogar conversa fora”, ficando o meu querido, glorioso e desprotegido América e a nossa quase filarmônica do Gutierrez para as colunas de segunda e sexta. O Coelho preparando-se para o Campeonato Brasileiro da Série B (estreia no próximo dia 7 de maio, véspera de meu aniversário, recebendo o paulista Bragantino no Mineirão) e a banda sumindo, sumindo, quase parando, depois de começar “bombando” em 2000. Mas, de repente, nada mais do que de repente, foram sumindo os talentosos músicos. Bons tempos que a turma era feliz e não sabia. Mas, deve voltar em grande estilo, para alegria do bairro mais charmoso de Beagá. Está faltando alguma coisa na região. E é a música, sim, tenho certeza, sim. Final de semana sem música é um “saco”. Tudo fica vazio, insípido e descolorido...
TUDO começou em brincadeira de bar. Quando fiquei sabendo que o amigo Antônio Orfeu Braúna (está cada vez melhor no seu velho e inseparável cavaquinho, digo, bandolim) havia parado de tocar em um restaurante do Bairro Prado, convidei-o para tocar no que eu frequentava com amigos no Gutierrez (Avenida Francisco Sá, onde hoje é o Boticário). Ele chegou e trouxe a tiracolo o Nortinho (voz e violão dos bons). Na minha turma, dois músicos da melhor qualidade, que ninguém sabia.
ESTOU falando dos amigos Délio das Graças Gandra (violão, voz, banjo e outros instrumentos) e Jésus Wagner Marques Brito (o americano/santista da timba afinada e barulhenta). Ao saber que o americano Ferreirão Milanez estava em Beagá naquele dia (é radialista em Coronel Fabriciano), busquei onde ele estava (no Barro Preto). Que voz! É o Tim Maia “pintado”. Depois, foram chegando outros músicos e o bar ficou pequeno para a nossa turma. Bons tempos! Para a nossa alegria, chegou o galista Cadinho Faria (o “mago do violão”), levado pelo seu grande amigo, meu saudoso irmão Domingos Afonso. Que banda! Temos que reunir todo mundo novamente, deixando as diferenças de lado...
PS – Para cumprimentar os aniversariantes de hoje, meus amigos Geraldin da Cida (falar em Roberto Carlos é com ele mesmo) e Jésus Wagner Marques Brito. Só não posso somar as idades deles (passa dos 100). Quero ver onde eles vão pagar o velho “guaraná”. Gente, vamos tirar as mãos dos bolsos? Ou colocar, sei lá. Será que tem aranhas? Tudo a ser conferido na noite de hoje em um bar qualquer do Gutierrez. Essa dupla Jésus e Geraldin...
ATÉ a próxima.

terça-feira, 13 de abril de 2010

DE LETRA

DE LETRA Nº 387 (SEGUNDA-FEIRA, 12-04-10)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Se a informação fosse minha, muita gente iria dizer que era coisa de torcedor fanático, “choro de mau perdedor” que costuma ver “assombração ao meio-dia”. Tudo bem! Mas, agora, ninguém pode dizer nada, tendo de ficar de boca fechada. A informação é do bem informado jornalista Jaeci Carvalho, com quem trabalhei por anos no jornal “Estado de Minas”, em sua apreciada coluna do último dia 10. Uma “bomba”, que deve ser apurada pelas autoridades competentes, não podendo passar em “brancas nuvens”, em nome da moralidade do futebol mineiro...
O QUE disse o Jaeci? Simplesmente que “Uma fonte me revela que o árbitro do jogo de quarta-feira seria outro, mas, a pedido de Luxemburgo, foi trocado por ser rígido. Nunca vi federação nenhuma dar ouvido a treinador na escalação de um árbitro. Com a palavra, o chefe da arbitragem, Jurandy Gama Filho”. Durma-se com um barulho desse e depois vem dizer que passou bem a noite. O jogo referido pelo ex-companheiro Jaeci é o “clássico das multidões” da última quarta-feira, em que o meu querido, glorioso e desprotegido América foi escandalosamente prejudicado pelo trio de arbitragem. Ora, os dois melhores árbitros mineiros entraram de licença na véspera da partida. É muita coincidência. O chefe da arbitragem e o presidente da Federação Mineira de Futebol, meu amigo Paulo Sérgio Miranda Schettini, precisam dar uma esclarecedora informação, após o inusitado episódio, em nome da moralidade do nosso velho ludopédio...
ASSIM, está chegando a “grande decisão” do Campeonato Mineiro que a maioria queria, mais um joguinho desinteressante entre a “fuleira”, “fajuta”, famigerada e protegida duplinha RapoGalo. A decisão mais “manjada” do futebol mineiro. Sai ano e entra ano e nada muda nas Minas Gerais. Isso ajuda a explicar a maioria esmagadora de títulos estaduais conseguida pela duplinha. Quando não é azul é preto e branco dando volta olímpica. Pobre Coelho, o primeiro a apanhar e o último a falar nas Montanhas. Verde? Ninguém quer saber dele, a não ser nós, americanos. Fazer o quê, amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito? Cadê a nossa quase filarmônica do Gutierrez? Cadê sua timba afinada e barulhenta? O gato comeu? Quero uma explicação! Afinal, o final de semana do meu Gutierrez não tem sido o mesmo há bom tempo. Só futebol, nada de música. Ninguém aguenta ouvir a gritaria do Toninho Afonso e o falatório da sua “secretária”...
ATÉ a próxima.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

DE LETRA

DE LETRA Nº 386 (SEXTA-FEIRA, 09-04-10)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Mais uma vez, somente para variar, a arbitragem mineira “meteu a mão” no meu querido e glorioso América, “operando-o sem anestesia”. Enfrentar a famigerada, “fuleira”, “fajuta” e protegida duplinha RapoGalo já é difícil em qualquer situação. Mas, o “soprador de apito”, anteontem, no Ipatingão, exagerou. De saída, “amarelou” dois zagueiros do Coelho, um deles sendo expulso logo em seguida, em duas faltas que sequer cometeu, pois foram duas “trombadas”. Jogar com um a menos e contra a arbitragem não é nada fácil. Não satisfeito, o “homem de preto”, parou um lance do América, inventando um impedimento que somente ele e seu assistente viram. Mesmo assim, o rival não conseguiu nos vencer, ganhando um injusto empate, como, aliás, aconteceu nos outros dois clássicos (um a um, três a três e dois a dois). O que queriam conseguiram: mais uma “grande final” entre os protegidos de sempre, naturalmente, com árbitro de outro Estado, já que a duplinha não confia em árbitros mineiros, que só servem, para ela, quando os jogos são contra os desprotegidos América e os clubes da interlândia. Fazer o quê, amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, da timba afinada e barulhenta? Aliás, será que amanhã teremos a sumida quase filarmônica do Gutierrez? A conferir...
ESSE filme eu já vi! O enredo não muda. É sempre o mesmo. Esse fenômeno acompanho desde 1955, quando cheguei em Beagá, vindo de Leopoldina (Zona da Mata). Sai ano e entra ano e nada muda nas Alterosas, o que explica apenas três títulos estaduais do meu América (1957, 1971 e 2001), com a duplinha dividindo os demais, com somente uma exceção, o Tigre/de/bengala, que, mesmo assim, era “filial” da Raposinha. Em 2010 nada será diferente, com a duplinha decidindo o título. Será que alguém acha que o Tigre e a Pantera vão passar da semifinal no fim de semana, passando por cima da duplinha RapoGalo? Só se for inocente, desavisado ou acreditar em Papai Noel. Vem aí mais uma enfadonha e “manjada” final. Pobre futebol mineiro...
PS – Assim, futebol, agora, para nós americanos, somente no próximo dia 7 de maio, quando o América estreia no Campeonato Brasileiro da Série B, recebendo o paulista Bragantino. Até lá, o jeito será torcer pelo também meu Santos (que garotada talentosa!) e “curtir” a bela música de nossa banda, que precisa voltar aos bons tempos. Com a palavra o também santista Jésus Brito, líder do grupo. Música, música, eu quero música. Briga, briga eu quero briga, como no samba de uma escola de samba carioca, ninguém quer. Queremos paz...
ATÉ a próxima.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

DE LETRA

DE LETRA Nº 385 (QUARTA-FEIRA, 07-04-10)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Hoje é quarta-feira, dia de amenidades, casos, “causos” e “jogar conversa fora”, ficando o meu querido e glorioso América (tem clássico com o Galinho logo mais em novo horário pornográfico das 19h30) e a nossa quase filarmônica do Gutierrez para as colunas de segunda e sexta. Eta banda sumida, hein, amigo Jésus Wagner Marques Brito, da timba afinada e barulhenta! Sábado não tem desculpa. Ou “sai ou racha”. Caso contrário, mais um final de semana somente com o velho ludopédio...
POIS bem! Se hoje uma bola vem em minha direção, desvio dela ou a domino, caso uma criança estiver correndo atrás (atrás de uma bola quase sempre tem uma criança correndo). Hoje, por não jogar mais, a bola não exerce em mim o fascínio de antigamente. Se tivesse parceiros, jogava de manhã, de tarde e de noite. Era um vício terrível! Onde a “vaca vai um boi vai atrás”! No início da década de 70, lembro-me bem, dormia cedo no sábado e acordava mais cedo ainda no domingo, por volta das 5 horas. Nossas “peladas” dominicais no Clube Recreativo Forense, em Betim, eram sensacionais. Somente os 22 que chegassem primeiro jogavam. Era uma correria danada na estrada. Uma ultrapassagem atrás da outra. Um perigo! Felizmente, todos chegavam “são e salvos”. Ponto assinado, começava a jogatina: sinuca e carteado. Tudo a valer. Uma “contravenção penal só”. Antes das 9 horas, todos no campo, o velho Estádio João Batista Santiago, homenagem justa a meu saudoso irmão, que nos deixou tão cedo, aos 25 anos de idade, em agosto de 1973, em lamentável acidente de trânsito, no Centro de Beagá.
ERA uma “constelação” de talentosos jogadores, a maioria, infelizmente, já ficou no meio do caminho, dessa vida tortuosa, como Mauro Belém Botelho, Antônio “Pinel” Milton, Ariosvaldo Campos Pires, Raul, o velho Pardini, Alberto Barroca, José Alberto Amarante, Renato Vilhena, meu irmão Domingos Afonso, Marquinho Flores Pereira e outros que a fraca memória já não mais alcança. O time do “segundo andar” está bem reforçado. O cá de baixo está bem desfalcado. A vida é assim mesmo, uns vão e outros chegam. Ah, estava me esquecendo do notável Cássio Inacarato, um meia esquerda da melhor qualidade. Muita gente fala que se ele não morresse tão jovem (menos de 20 anos) seria melhor do que o fantástico Tostão. Por coincidência, os dois jogavam no meu América...
O DETALHE é que no Clube Forense as duas equipes eram escolhidas por seus capitães, do goleiro ao ponta esquerda, na base do “par ou impar”. O advogado Décio Fulgêncio era o nosso árbitro preferido. Arranjava uma confusão atrás da outra. Era uma briga que não acabava nunca. Uma autêntica “Torre de Babel”...
ATÉ a próxima.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DE LETRA

DE LETRA Nº 384 (SEGUNDA-FEIRA, 05-04-10)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Só faltaram os erros da arbitragem, os lances polêmicos e as reclamações (a velha “choradeira”). De resto, um “clássico das multidões” como antigamente, com muitos gols (três a três), bolas na trave, belas defesas e jogadas bonitas. A despeito da “bobeira” dada pelo meu querido e glorioso América, que não soube administrar a boa vantagem inicial de dois gols, permitindo o empate e a virada do inimigo preto e branco, tudo no primeiro tempo, o empate acabou sendo um resultado justo. O meu Coelho esteve muito perto de sair na frente na quarta-de-final. Faltou um cuidado a mais. Espero que depois de amanhã nossa sorte seja melhor, com uma bela e importante vitória. Dá-lhe, Coelho!
FINALMENTE, um Coelho sem medo do Galinho/sem/esporas! Aleluia! Jogou para a frente, sem medo de ser feliz. Quando fez dois gols em 29 minutos de jogo (Laécio e Danilo), cheguei a pensar naquele time campeão estadual de 2001, que fez o Galinho “cair de quatro” na decisão. Não deu tempo de “curtir” o sonho, que virou pesadelo, com os três gols do galista Fabiano, o genro do treinador Vanderlei Luxemburgo (aos 30, 39 e 44), virando o jogo. Que coisa, o genro “quebrou o galho” do sogro! Mas, aos 32 minutos do segundo tempo, o Rodrigo deu cifras finais ao grande clássico, com um petardo de fora da área. Apenas o público deixou a desejar. Somente quinze mil pagantes. Muito pouco para uma partida tão importante...
QUEM se deu mal no início da quarta-de-final foi a Raposinha/saltitante, que suou muito para empatar com o Zebu Fujão no Mineirão (dois a dois). Se perder por qualquer placar no Uberabão, dá adeus ao sonhado título do Estadual. Tomara! De resto, tudo normal, com a Pantera derrotando o Leão no Alçapão do Bonfim (quatro a dois) e o Tigre/de/bengala o Galinho Carijó no Ipatingão (dois a um, de virada). Tudo que faltou na fase de classificação está sobrando na fase decisiva. É uma emoção atrás da outra! Tomara que seja assim até o decisivo jogo do Campeonato Mineiro. Com o meu América abiscoitando o “caneco” e dando a volta olímpica. Seria bem melhor assim, com tudo em seus devidos lugares. Sonho meu? Esse sonho só não pode virar pesadelo...
PS – Como previ na coluna da última sexta-feira, não teve a apresentação da nossa quase filarmônica do Gutierrez anteontem, por absoluta falta de “quorum”. Não apareceu um talentoso músico sequer no “pedaço”. Nem o líder da banda, o amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, que estava em Pitangui, “cortejando” o amigo e compadre Barcelos. Mas, a falta da filarmônica, dessa vez, foi plenamente justificável. Afinal, era Semana Santa. Dei folga geral para a “rapaziada”. Domingo de Páscoa, com o Coelho dando três ovos para o Galinho, que, sem educação, devolveu os três. Tudo igual no Quartel de Abrantes. Quarta tem mais...
ATÉ a próxima.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

DE LETRA

DE LETRA Nº 383 (SEXTA-FEIRA, 02-04-10)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Coelho ou Galinho, Tigre ou Galo Carijó, Raposinha ou Zebu Fujão, Leão ou Pantera? Jogo do bicho? Não, isso é contravenção penal e eu estou fora. Torneio no Jardim Zoológico? Também não. É, simplesmente, a quarta-de-final do Campeonato Mineiro (jogos de ida), que começa amanhã e termina no domingo, quando o meu querido e glorioso América dá o pontapé inicial na direção da semifinal, em partida muito difícil e de resultado imprevisível, justamente enfrentando seu rival maior, o Galinho/sem/esporas, outrora chamado “clássico das multidões”. Bons tempos em que as duas torcidas dividiam o Independência pela metade. Isso acontecia até o advento do Mineirão (setembro de 1965). Aí, a torcida americana começou a sumir, deixando espaço para o crescimento da torcida cruzeirense. Na verdade, os cruzeirenses não são torcedores e, sim, simpatizantes, que só aparecem quando a equipe azul está em boa fase. Tanto tenho razão que, antes do Mineirão, não conhecia um cruzeirense sequer, apenas meu saudoso irmão Domingos Afonso, que foi goleiro do júnior da Raposinha, só não sendo profissional por proibição paterna e por preferir estudar Medicina. O futebol perdeu um grande atleta e a Medicina um grande médico (era anestesista e professor da Faculdade de Medicina dos bons).
MAS, voltando ao Estadual, digo que a minha apreensão é muito grande para o domingo, pela fraca participação do meu América na fase classificatória (ficou em sexto no Grupo dos 8), vencendo apenas quatro jogos, perdendo quatro e empatando três. Se todos os onze participantes da competição fossem fortes, tudo bem, mas, acontece que nas Minas Gerais só existem três clubes fortes e grandes (o trio CoelhoRapoGalo de Beagá). O América marcou 19 gols e sofreu 14, com saldo de cinco. Fraquinho o meu Coelho no início da temporada de 2010. Tem que melhorar muito. E tem, em breve, o Campeonato Brasileiro da Série B. Acorda, Coelho...
PS – Se normalmente a nossa quase filarmônica do Gutierrez não vinha se apresentando, por falta de quorum, imagino como será amanhã, com quase todos os talentosos músicos viajando. Naturalmente, não teremos música no final de semana, por causa da Semana Santa. O americano/santista Jesus Wagner Marques Brito (o da timba afinada e barulhenta), líder da Banda 1 (tem mais duas, do Braúna e do Alemão), por exemplo, ficou de viajar hoje para Pitangui, onde mora o nosso amigo em comum Barcelos, o que vai nos proporcionar tempo para acompanhar as quartas-de-final do Estadual. Será um barulhão só no bar do agitado galista Toninho Afonso...
ATÉ a próxima.