segunda-feira, 31 de agosto de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 290 (SEGUNDA-FEIRA, 31-08-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! O meu querido e glorioso América chegou à grande final do Campeonato Brasileiro da Série C. Mais um clube ficou no meio do caminho: o paulista Guaratinguetá. Agora, que venha o Asa/AL! Ser campeão não iria fazer muita diferença, já que o objetivo maior já foi alcançado, o de retornar à Série B. O resto é “perfumaria”! Vencer é sempre bom. Mas, ontem, confesso que não estava com muito entusiasmo. Não fui ao nosso belo e confortável Independência (mais uma vez, lotado) e nem liguei o meu aparelho (de rádio, bem entendido). Fiquei no bar do agitado galista Toninho Afonso, “secando” o Galinho/sem/esporas e me preparando para “secar” a Raposinha/saltitante...
O JOGO estava empatado, quando alguém no bar informou que o América havia marcado o segundo gol e que a decisão da vaga para a final seria na “loteria dos pênaltis”. Fui embora despreocupado. Cheguei em casa e liguei o rádio para saber o resultado. Mas, estava começado as cobranças. Ninguém errou: seis a seis. De repente, o Guará perdeu o sétimo e o volante Moisés fez o dele. Sete a seis. Quanta competência, a nossa! O Gigante do Horto virou um carnaval só!
TEMPOS mudados! Antigamente, o América teria perdido o jogo e nem haveria decisão por pênaltis. Irênio fez um zero, resultado que interessava. Mas o Guará empatou, resultado que não interessava. Mas, aos 34 minutos do segundo tempo, gol de Moisés. Decisão, só nos pênaltis. Um atrás do outro. Novamente Moisés: sete a seis. Ufa! Haja coração! Mais dois jogos. Fim de linha. Campeão ou não, o Coelho cumpriu sua missão. Nosso negócio era a Série B. Mas, isso é coisa para o próximo ano...
E A “fuleira”, “fajuta”, famigerada e protegida duplinha RapoGalo, hein? Mais um vexame. O Galinho empatou com o Sport/PE, em pleno Mineirão, estando dividindo a quinta colocação do Brasileirão com o Avaí/SC (34 pontos ganhos), sete pontos a menos do que o líder São Paulo, ao passo que a Raposinha/saltitante está em 13º lugar (29), a cinco da zona de rebaixamento. Com um detalhe: só não levou duas “mãos cheias” na Boa Terra por causa das defesas incríveis do goleiro Andrey. Sempre o goleiro: quando não é o Fábio é o Andrey...
PS – A nossa quase filarmônica do Gutierrez, comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito (quase teve um filho no “sufoco” de ontem no estádio), cresceu tanto (bons e talentosos artistas), que está atacando em duas bases. Na noite de sexta-feira (Nortinho, Orfeu Braúna, Délio Gandra, Farjallo e outros), no restaurante do Geraldin da Cida. E, na tarde/noite de sábado, no restaurante do Barroca Tênis Clube (Jésus Brito, Jânio, Jaime, Rogerinho, Wagner e outros). Agora, só falta o Sandro inaugurar o seu bar. Seria esta semana? A conferir...
ATÉ a próxima.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 289 (SEXTA-FEIRA, 28-08-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Quem chegou hoje de viagem e correu os olhos nos jornais de Beagá, não sabe que o meu querido e glorioso América disputa o joga de volta contra o Guaratinguetá/SP, em seu belo e confortável Independência (o penúltimo do ano antes da reforma). E que basta uma vitória pelo placar menor (um golzinho importante) para chegar à grande final do Campeonato Brasileiro da Série C, contra o Icasa/CE ou o Asa de Arapiraca/AL. Sei lá, acho que o goleirão Flávio e o atacante Bruno Mineiro serão os herois de domingo, defendendo tudo e marcando o gol. Assim, a semifinal ficaria no caminho e faltaria apenas a final da competição. Depois, Série B no próximo ano. Antes, a Taça Minas Gerais, em que o Coelho, representado pelo seu time júnior, não está bem (um empate e uma derrota). Com a equipe profissional, tudo deve mudar...
FALEI nos jornais de Beagá que não tratam o meu América como ele merece. Veja bem, caro e atento leitor de meu modesto Blog internacional, que absurdo! Por exemplo, o jornal “Aqui”, de hoje, não dá uma linha sequer do Coelho, a não ser a coluna do americano Otávio di Toledo, mas, em compensação, fala da protegida duplinha RapoGalo, do Tigre/de/bengala, da Seleção Brasileira, do “Ronalducho”, da Lusa paulista, do ex-americano Fred e da Liga dos Campeões da Europa, tendo, ainda, as colunas do Son Salvador (duas), do americano Toledo, do atleticano Dadá Maravilha e do cruzeirense Vibrantinho...
ENQUANTO isso, a “fajuta”, “fuleira”, famigerada e protegida duplinha RapoGalo segue sua triste rotina no Brasileirão. O Galinho/sem/esporas está dividindo a sexta colocação com Corinthians/SP e Barueri/SP (todos com 33 pontos ganhos), com o Grêmio/RS na “cola” (31). Domingo, recebe o Sport/PE. E a Raposinha/saltitante é a 12ª (28), a seis pontos da zona de rebaixamento e a 12 da “lanterna”. Domingo, “encara” o Vitória/BA, na Boa Terra. O negócio do torcedor americano é simples: torcer para o Coelho e seguir “secando” a duplinha protegida...
PS – Que novela interminável! Parece mexicana! Enquanto o amigo Sandro não inaugura o seu bar (Rua Marquês de Valença, entre a Praça Leonardo Gutierrez e a Rua Américo Macedo), a nossa quase filarmônica do Gutierrez, comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, o da timba afinada e barulhenta, tem encontro marcado na tarde/noite de amanhã, no restaurante do Barroca Tênis Clube, com “pinta” de despedida. O bar do Sandro nos espera. Quem sabe, na próxima semana? A conferir, dando uma de São Tomé, só acreditando vendo. Na noite de hoje, parte da banda (Nortinho, Orfeu Braúna e Farjallo) toca no restaurante do Geraldin da Cida (Rua Rio Negro, quase esquina de Rua Brumadinho, Bairro Prado). Só “show”. Pura beleza...
ATÉ a próxima.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 288 (QUARTA-FEIRA, 26-08-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Como toda quarta-feira, hoje é dia de amenidades, ficando o meu querido e glorioso América e a nossa quase filarmônica do Gutierrez para as colunas de segunda e sexta. Interessante a opinião do americano “Ronne Franks”, para quem, “a maioria da nossa torcida, organizadas ou na internet, não gosta da presença de torcedores da “fajuta”, “fuleira”, famigerada e protegida duplinha RapoGalo em nossos jogos”. Ademais, “quando o América não está bem, ou precisando da presença em jogos de dois ou três mil, eles não passam nem na porta do estádio. Só querem vir encher o saco na hora do banquete. Pior: compram os ingressos dos americanos quando veem do interior”.
CONCORDO com o leitor de meu modesto Blog internacional. Só não concordei com o amigo e ex-companheiro do extinto “Diário da Tarde”, Otávio di Toledo, por ocasião do jogo decisivo (pela vaga no Campeonato Brasileiro da Série B do próximo ano), no último domingo (América três a um no Brasil de Pelotas/RS), quando ele disse não permitir a presença de atleticanos e cruzeirenses em nosso belo e confortável Independência.
ORA, a meu sentir, tem nada a ver! Se o torcedor atleticano e cruzeirense quiser prestigiar o nosso Coelho, tudo bem, quanto mais cheio o estádio, melhor. É uma “pressão” danada nos adversários e no trio de árbitros, como aliás, ocorreu no último domingo. O que não vale é aquele tipo de torcedor que vai para “secar” e que, no nosso insucesso, vibra e sai com um sorriso maroto do estádio. Isso é irritante! Intolerável, simplesmente!
CERTA ocasião, o grande americano José Américo Campos, o do chapelão mexicano, levou os amigos Helio “Coronel” e Hélcio “Grande” Reis, que não são americanos, para aquela “força” ao Coelhão. De repente, o Zé Américo percebeu que eles estavam torcendo contra, sorrateiramente, contra o nosso time. A cada ataque do América, cruzavam os dedos. E a cada ataque perigoso do adversário, ficavam naquela expectativa. O Zé Américo nunca mais convidou a dupla indesejável para os jogos do nosso América. A amizade deles ficou restrita ao carteado (acho que era “pife-pafe”). “Traidores”, Hélio e Hélcio...
PS – Para agradecer o amigo e ex-companheiro Plínio Barreto, pela homenagem a este modesto cronista, em sua crônica do último dia 22 (“História do dia”), no jornal “Estado de Minas”. O Plínio, hoje meu vizinho de rua no bairro Gutierrez, para mim, é o maior cronista esportivo das Minas Gerais de todos os tempos. Sabe tudo do futebol mineiro da década de 30 para cá. Pena ser ele cruzeirense (todo mundo tem os seus defeitos). Quem quiser comprovar o que estou falando, é só ler seu ótimo livro “Futebol no embalo da nostalgia”, que leio sempre com a mesma alegria. O meu, tem esta dedicatória: “Ao Miguel Santiago, grande colega, acima de tudo um amigo, um pouco do futebol sem retrancas e muita arte”.
ATÉ a próxima.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 287 (TERÇA-FEIRA, 25-08-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Não deu para redigir a modesta coluna de ontem. É que, no início da manhã, pelo telefone, fui avisado da morte do querido irmão Edelberto Lellis Santiago. Minha família, que já foi enorme (éramos pai, mãe e 12 irmãos), está diminuindo aos poucos (desde 1973, melhor explicando). Já perdi os genitores (José de Assis e Delphina) e três irmãos (João Batista, José Teófilo e Edelberto). Os três irmãos em agosto, “mês do desgosto”, o pai em abril e a mãe em dezembro. O jeito é tirar agosto do calendário...
BETO era um irmão querido, como o Batista e o Zé. Tive uma ligação muito forte com ele, desde a década de 40. Na infância e na juventude, em Visconde do Rio Branco, Leopoldina e Beagá. Depois de trabalhar no antigo Banco da Lavoura, formar-se em Direito e advogar, ingressou na magistratura. Fui seu sempre presente irmão/amigo nas três comarcas em que foi juiz de Direito (Cristina, Corinto e Santa Bárbara). Fim de semana, lá estava o Zé Migué. Veio para Belo Horizonte, onde foi o primeiro juiz da Vara de Falências da comarca. Eu, sempre ao seu lado. Nossa convivência foi grande. Menor apenas do que a de sua Cristina e de seus filhos Andréa e Cristiano.
DEPOIS, foi juiz do extinto Tribunal de Alçada, do Tribunal Regional Eleitoral (foi seu presidente), desembargador do Tribunal de Justiça e membro do Tribunal de Justiça Desportiva. No TJ, fui seu assessor durante 11 anos. Assim, dos irmãos, foi com ele meu maior relacionamento. Antes de ser seu irmão, fui seu quase inseparável amigo. Nossa afinidade era muito grande. Foi uma perda irreparável. Para mim, então...
MENOS um americano na praça! Ao contrário do que muitos desavisados imaginam, Beto não era cruzeirense coisa nenhuma. Foi um grande americano. Tanto que, como atleta, na década de 50, quando estudante, fazia questão de ser chamado de “Zé Gaia”, um zagueirão que brilhou no nosso querido e glorioso América nas décadas de 40 e 50. Ficou magoado e passou a acompanhar a Raposinha/saltitante a partir de 1963, quando o meu clube facilitou a ida do fantástico Tostão (campeão mundial no México em 1970) para o Barro Preto. Mas jamais deixou de ser americano. Foi apenas um simpatizante da Raposinha, o que faz uma enorme diferença. Seu coração era verde e branco, como me confessou várias vezes. Adeus, irmão e amigo Betão!
PS – Para agradecer o grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, que não me abandonou um instante sequer no dia difícil de ontem. Com ele, fui e voltei do Parque da Colina e “afoguei as lágrimas” de noite, tomando o velho “guaraná”. Obrigado, amigo!
PS2 – Por motivos óbvios, meu querido América ficou para “escanteio”. Tinha que prestar esta pequena homenagem a um irmão querido. Saudoso irmão! Assim é a nossa vida...
ATÉ a próxima.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 286 (SEXTA-FEIRA, 21-08-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! De quando em vez, sou obrigado a concordar com o amigo e americano Otávio di Toledo, do jornal “Aqui” e do “SBT/Alterosa”, ex-companheiro no extinto jornal “Diário da Tarde”. Realmente, não dá para se perder o sono com a reta final do Campeonato Brasileiro da Série C. Se conquistar o título, tudo bem, seria mais um “caneco” na rica sala de troféus do nosso querido e glorioso América. Se perder, também tudo bem, já que nada iria acrescentar ao nosso clube. O importante é que nosso objetivo maior na competição já foi alcançado, com o retorno à Série B. O resto é “perfumaria”...
O MAIS importante, agora, é a conquista da Taça Minas Gerais, que dá uma vaga na Copa do Brasil do próximo ano. Nela, o América começou relativamente bem, ao empatar com o Funorte, em Montes Claros (gols de Yan e Léo), jogando praticamente com o seu time júnior. Portanto, depois de amanhã, nem vou ligar o meu aparelho (de rádio, bem entendido). Fico sabendo o resultado do jogo de Guaratinguetá/SP, na interlândia paulista, no final da tarde. E esperando a partida de volta, no domingo seguinte, em nosso belo e confortável Independência. E a possível final, contra o Asa/AL ou o Icasa/CE. O que acontecer será acréscimo. Série C, nunca mais! Concordo com o Toledinho...
COM o Coelho “folgado” e sem estresse, sobra mais tempo para o americano seguir “secando” a “fuleira”, “fajuta”, famigerada e protegida duplinha RapoGalo. O Galinho/sem/espora, depois da inexplicável liderança, caiu para a quinta colocação do Brasileirão, com Corinthians/SP, Barueri/SP e Avaí/SC na “cola”. Domingo, “encara” o Grêmio/RS, no Olímpico. Interessante é que a mídia atleticana achou ter sido “inacreditável” o empate de anteontem no Mineirão, após fazer dois a zero, esquecendo-se de que no turno foi tudo igual, com o Avaí cedendo o empate em casa, depois de estar vencendo por dois a zero. Ora, “pau” que dá em Chico, dá em Francisco. Portanto...
E A Raposinha/saltitante derrotou, de “virada”, o Urubu (que coisa, hein, amigo Zé Carlos “Lube-Lube”?), em pleno Maracanã, subindo para a 13ª colocação, estando, agora, a somente três pontos da zona de rebaixamento e a nove do G4. Com o pior ataque da competição (ataque de riso ou linha do Equador?), domingo recebe o Náutico/PE, no Mineirão. Vamos “secar”, gente americana...
PS – A nossa quase filarmônica do Gutierrez, comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, o agitado da timba afinada e barulhenta, abrilhanta, na tarde/noite de amanhã, a festa de aniversário de um amigo, em um sítio em Betim/MG. Estou fora, por “cortar”, ao contrário da formiga, apenas perto de minha casa. Vou esperar o novo bar dos amigos Sandro e Alemão (Rua Marquês de Valença, entre a Praça Leonardo Gutierrez e a Rua Américo Macedo), que deve ser inaugurado, finalmente, na próxima semana. Será? Está demorando o nosso futuro “point” no bairro. Vamos lá, amigos!
ATÉ a próxima.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 285 (QUARTA-FEIRA, 19-08-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Como toda quarta-feira, hoje é dia de amenidades, ficando o meu querido e glorioso América (quase campeão da Série C: faltam somente quatro jogos, dois na semifinal e dois na final) e a nossa quase filarmônica do Gutierrez para as colunas de segunda e sexta. Feliz como menino que ganha a primeira bola de futebol (esse Coelho só me dá alegria!), aqui estou novamente, com a camisa mais bonita dos clubes das Minas Gerais, minha segunda pele, para “jogar conversa fora”...
POIS bem! Aconteceu um fato inusitado na tarde do último domingo, em nosso belo e confortável Independência, que estava bonito para valer, lotado, todo pintado de verde e branco. Que beleza! Com um detalhe importante: não houve qualquer confusão. Não faltou sequer o devido respeito ao torcedor que veio de Pelotas/RS. Torcida de clube de elite é coisa outra! É que um militar desavisado “barrou” a entrada de alguns dirigentes do nosso clube ao gramado, após o jogo, pelo portão de acesso, ao argumento de que o presidente já havia entrado. Ficou difícil explicar ao policial que o América não tem apenas um, mas, sete presidentes. Como sete é conta de mentiroso, pouca gente acredita em um número tão grande de presidentes. E, de mentira, o América não é...
ORA, para que tantos, deve ter pensado o militar. É para carregar um peso enorme: tirar o América do buraco em que se meteu. E essa turma de competentes e abnegados dirigentes está conseguindo a façanha. Afinal, o clube, há pouco tempo, estava na iminência de cair para a quarta divisão do futebol brasileiro e estava fora da elite do futebol mineiro. Agora, depois de retornar à divisão principal das Minas Gerais, subiu para a Segundona nacional. Que bom! Falta o derradeiro passo: voltar à elite do futebol brasileiro. E vai...
O FATO me fez recordar de um semelhante, acontecido no Mineirão, na década de 60. Também lotado. Três juízes de Direito exibiram a carteira vermelha do Poder Judiciário e entraram tranquilamente na Tribuna de Honra. Mas, três desembargadores foram “barrados”, ao argumento de que ali só entravam autoridades. Um deles falou que eram “superiores hierárquicos” dos juízes, exibindo a carteira vermelha do Tribunal de Justiça. Ora, é difícil explicar a um leigo o que é ser desembargador. Coitado do pobre do porteiro! Quase perdeu o emprego. O problema só foi solucionado quando chegou ao local uma patente da Polícia Militar...
DEPOIS do “sufoco”, felizes e aliviados, os três eminentes desembargadores puderam torcer para o clube do coração, na Tribuna de Honra, ao lado de seus ilibados três colegas juízes de Direito. Em um país tão atrasado, deve ter muita gente pouco ilustrada que confunde desembargador com “descarregador” de caminhão (chapa, bem entendido). Afinal, é quase a mesma coisa, nem que seja na rima: as duas palavras começam com “des” e terminam em “gador”...
ATÉ a próxima.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 284 (SEGUNDA-FEIRA, 17-08-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Tudo era questão de tempo! Estava escrito nas estrelas! Claro que o meu querido e glorioso América não iria permanecer a vida toda no “purgatório” da Série C do Campeonato Brasileiro. Terceirona, nunca mais! Nosso lugar é na Série A. Que festa bonita, a de ontem! Belo Horizonte (Minas Gerais, também) acordou e dormiu de verde e branco. O nosso belo e confortável Independência ficou lotado. Quase dez mil pagantes (fora os “penetras”). Só não tinha mais gente por falta de espaço. Depois falam que o América não tem torcida! Que balela! Mentira deslavada...
MINHA turma do Gutierrez foi toda ao estádio. Até os atleticanos e cruzeirenses, contrariando a inaceitável solicitação do ex-companheiro do extinto jornal “Diário da tarde”, Otávio de Toledo (o que é isso, Toledo? Era o futebol mineiro que estava em jogo). Menos o “medroso” do autor desta modesta coluna, que já não tem mais coração para aguentar tantas emoções fortes. Como de hábito, fiquei em casa e liguei o meu aparelho (de rádio, bem entendido). Um “golaço” do Luciano (41 minutos do primeiro tempo). Nem o inesperado empate do Brasil de Pelotas/RS (9 do segundo) nos causou qualquer tipo de preocupação, vez que dois gols relâmpagos acabaram com a festa dos gaúchos (Leandro Ferreira aos 24 e Bruno Mineiro aos 27). Depois, foi só administrar. Uma alegria só...
O Gigante do Horto estava tão cheio que o americano Jésus Brito e o galista Tarcísio Lopes Cançado deram uma “carteirada” e ficaram na Tribuna de Honra. Autoridade é autoridade (ou “ortoridade”, sei lá)! Hoje cedo encontrei o americano Joaquim Gonçalves Fonseca todo feliz, comprando todos os jornais de Beagá, que, dessa vez, foram obrigados a falar do nosso América. Também pudera: desde a noite de ontem é o assunto geral de toda a mídia brasileira. Todos se renderam ao Coelho...
A festa americana começou na tarde/noite de sábado, com a nossa quase filarmônica do Gutierrez “barbarizando” no restaurante do Barroca Tênis Clube. E continuou ontem com mais um fracasso da “fajuta”, “fuleira”, famigerada e protegida duplinha RapoGalo. O Galinho/sem/esporas perdeu do Timão desfalcado do “Ronalducho” (esteve na Tribuna comendo o tempo todo) e caiu para a quinta colocação (o surpreendente Avaí/SC do ex-tenista Gustavo “Guga” Kuerten vem aí), ao passo que a Raposinha/saltitante não passou do empate com o também meu Santos no Mineirão, permanecendo em 14º lugar (a três pontos da zona de rebaixamento e a oito da “lanterna”). E o Mengão vem aí (no Maraca)! Como se pode notar, é uma alegria só, a da torcida americana, que está de olho, mesmo, é na semifinal da Série C (que se cuide o Guaratinguetá/SP). É o Coelho bem perto de mais um título nacional. Na final pode dar Icasa/CE ou Asa/AL. Dá-lhe, Coelho...
ATÉ a próxima.