quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 343 (SEXTA-FEIRA, 01-01-10)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Por ter publicado a coluna de quarta-feira no dia anterior e a de sexta-feira hoje, o caro e atento leitor de meu modesto Blog internacional pode estar imaginando que fiquei “pirado de vez”. Nada disso! Então, explico: não sei passar a coluna para o Blog, missão exclusiva da Rita Maria, que viajou com a Verônica Lima para Caxambu/Sul de Minas, para “curtir” o feriadão de fim de ano. Só sei redigir, o que já acho muito. Na próxima semana tudo voltará ao normal. Computador, para mim, funciona como a velha máquina de escrever. Já era assim, na minha época no extinto jornal “Diário da Tarde” (de 1973 a 2006). Já estou velho para aprender novas coisas (ou usado, sei lá)...
ATÉ o momento em que redigi esta coluna (quarta-feira), só faltava a renovação do contrato do zagueiro/capitão Wellington Paulo. Os principais jogadores já estavam de contratos novos, como o goleiro Flávio, o atacante Bruno Mineiro (será que fica?), o lateral-direito Evanilson, o zagueiro Preto e outros. Já chegaram alguns reforços. Os últimos, o goleiro Gleguer e o atacante Laécio. Agora, só falta o treinador Marco Aurélio armar o meu querido e glorioso América para a difícil temporada de 2010, que começa no próximo dia 24 (tem Galinho no Mineirão), com o Campeonato Mineiro. Depois, tem o Campeonato Brasileiro da Série B. Um ano inteiro, de janeiro a dezembro. Vamos lá, Coelho!
NÃO estou entendendo mais nada! O uruguaio Ghiggia na calçada da fama do Maracanã! Que absurdo! Deixou a marca de seus pés no estádio, ao lado dos pés do genial Pelé e do fenômeno Mané Garrincha, nossos dois maiores ídolos. Ora, o “gringo” calou o Maraca em 1950, fazendo todo brasileiro chorar, ao marcar o gol do Uruguai na final da Copa do Mundo (o Brasil perdeu o título de virada, quando jogava por um simples empate). Passou a ser odiado por todos os brasileiros, virando “pessoa não grata”. Agora, na calçada da fama? Parece brincadeira, mas é a pura verdade...
PS – O que não é de brincadeira (é a pura verdade) é a nossa quase filarmônica do Gutierrez, sempre bem comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, que, na tarde de sábado, dará seu primeiro “show” no ano que está começando, no bar do agitado galista Toninho Afonso (Rua Américo Macedo). Uma banda renovada, por causa da saída de alguns talentosos músicos. “Dissidentes gazeteiros”, que hoje tocam no bar do Geraldin da Cida (Rua Rio Negro, quase esquina de Rua Brumadinho, Bairro Prado). Ou a minha turma se une ou a banda vai acabar, o que seria uma pena. Gente, para quê vaidade? Afinal, todos somos iguais. Ninguém é melhor do que ninguém. Tem que haver mais compreensão e amor no coração. Espíritos desarmados. Somente isso e seremos todos felizes. Se música é pura harmonia, por quê não também na nossa banda? Fica registrada aqui a minha desilusão...
ATÉ a próxima.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 342 (QUARTA-FEIRA, 30-12-09)
MIGUEL SANTIAGO
“FOI um domingo para ser esquecido! O Roberval Rocha, para variar, não viu nada. Também pudera, estava ausente, curtindo o tradicional 0800 no sítio de uma das filhas. O mano Domingos Afonso tem razão, quando diz que tudo de errado na turma só acontece na sua ausência. Ele estava retornando de sua Conceição do Mato Dentro, da merecida festa do Cadinho Faria, o “mago do violão”, que recebeu, sábado, o título de Cidadão Honorário da histórica cidade.
POIS bem! No meio da tarde, por volta das 15 horas, o bar dos amigos Dalmi e Chiquinho ainda estava vazio. A barulhenta turma dos cruzeirenses estava por chegar. Na calçada, o atleticano Caíque Cortes “massacrava” o cruzeirense e professor de Matemática Vladimir (jogo de gamão), em uma mesa. Na mesa do lado, estavam os desolados americanos Zé Migué, o mano Zé Marcos e o amigo Jésus Lima, naturalmente, lamentando o vexame histórico do nosso glorioso América, praticamente na Segundona mineira.
NO interior do bar, estavam os amigos Zé Carlos (CEF), o simpático e unido casal Roberto e Dirce, o João da Banca, o Dalmi e o Chiquinho. E, de repente, nada mais do que de repente, chegou uma “visita indesejada”, bem pior do que “lube-lube”. Dois jovens. Enquanto um ficou estrategicamente do lado de fora, o outro entrou no recinto e pediu um copo de água ao Chiquinho, que sequer tomou todo.
RAPIDAMENTE, sacou de uma arma. Alguém disse (depois, bem entendido) que se tratava de uma garrucha velha que sequer deveria ter bala. Mas, como ter certeza, naquele momento de sufoco? “Eu só quero dinheiro e celular”, esbravejou o larápio! “O meu, não”, pensou a Dirce, que foi correndo para o banheiro. Quanta coragem! O bandido deu um soco na porta e ameaçou: “se chamar a polícia eu atiro”. Roubou os celulares do Roberto, do João e do Caíque.
COMO “marinheiro de primeira viagem” (jamais havia presenciado um assalto na vida), imaginei que a melhor reação seria a de sair correndo do local. Claro que não era! Deveria ter agido como o Zé Marcos, que, sem camisa, ficou apenas olhando e ainda disse, apontando para o interior do bar, que era um assalto. Mas, como não dá para se raciocinar em momentos assim, saí em disparada...
QUASE atrapalhei o gamão da dupla Caíque e Vladimir, derrubando a mesa. Alguém gritou: “Zé Migué, a corrida de São Silvestre é no final do ano”. Nunca imaginei que um “ancião” de 63 anos pudesse correr tanto! Olhei para trás e vi o “negão correndo na minha direção com o “trabuco” na mão. Pensei rápido: chegou a minha hora. Minha sorte é que o bandido estava em fuga alucinada e pegou a esquerda da Rua Andrade Neves.
NO meio do trajeto, senti um vento forte nas costas. Era o Jésus, que passou por mim como um relâmpago. Vai correr assim nas “profundas do inferno”! Quando o assaltante desceu o “morro”, “ganhando trecho”, procurei o Jésus. O amigo estava escondido atrás de um caminhão. Voltamos ao bar. Foi a primeira vez que ninguém ouviu o Zé Carlos gritar “na glória”. Depois (sempre depois), o Dalmi afirmou que quase deu uma cadeirada no “alto da sinagoga” do meliante. O assunto, como não poderia deixar de ser, ocupou o restante de nossa tarde. Deve ser assunto para semana toda...”.
NOTA do autor: esta coluna foi escrita há dois anos. Como não foi publicada (ainda não tinha Blog, criado depois pela Verônica Lima e pelo Cadinho Faria), o que só agora estou fazendo, a pedido de vários amigos que não a leram. Seu título original foi “Tarde quente de domingo. Que pavor!”. Realmente, um domingo para ser esquecido...
ATÉ a próxima.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 341 (SEGUNDA-FEIRA, 28-12-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Não sou daqueles que criticam o excesso de jogos, na telinha, no rádio ou nos estádios. Gosto muito do velho ludopédio e, confesso, já estar com saudade de ver o esférico rolando na grama verde. Que coisa mais chata após o término do Campeonato Brasileiro (das três Séries, bem entendido), nada de futebol. Mas, o sofrimento está chegando ao final, já que no próximo domingo começa a Copa São Paulo de Futebol Júnior. E o meu querido e glorioso América, mais uma vez, estará presente na importante competição.
O MEU América vai tentar o bicampeonato, já que conquistou o título em 1996, derrotando, na grande final, uma inofensiva Raposinha, o que não foi vantagem alguma, por se tratar de uma velha “freguesinha de caderno”, nas Minas Gerais e em competições nacionais. De se registrar que, na final da extinta Copa Sul/Minas, derrotou a mesma adversária, com direito a “golaço” do Álvaro Pelé, que hoje brilha no futebol europeu (acho que na Suécia). Será um bom momento de acompanhar a juventude que o América está preparando para um futuro breve. Pena que a “Copinha” é para jovens com idade de juvenil. Se fosse de júnior, seria uma “barbada”, já que o Coelho é o atual bicampeão mineiro da categoria. De qualquer maneira, vai valer a pena ficar ligado na “telinha”...
JÁ no profissional, o meu América continua nos preparativos para o Campeonato Mineiro. Com os novos reforços (outros virão), o treinador Marco Aurélio segue armando a equipe, que estreia no final de janeiro, pegando, logo de “cara”, o Galinho/sem/esporas, nosso maior rival, uma rivalidade que começou no já longínquo 1912, quando o meu clube foi fundado. O Galinho pode esperar, pois o Coelhão vem aí...
PS – Quem não pode esperar é a nossa quase filarmônica do Gutierrez, que, sábado e domingo, voltou a “bombar” no bar do agitado galista Toninho Afonso (Rua Américo Macedo), com os talentosos músicos Jésus Wagner Marques Brito (o americano/santista da timba afinada e barulhenta), Odilon Teixeira (violão e voz), Délio das Graças Gandra (o americano/banguense bom de voz, violão e “causos”), Roberto (e sua inseparável Dirce), Traul (a voz), Rogerinho (percussão) e outros. Faltaram, é claro, os “gazeteiros” Zé Lino (violão, voz, digo, vozeirão) e Cadinho Faria (o atleticano “mago do violão”). Quem sabe, eles estarão presentes no próximo ano, digo, no sábado que vem? Tomara, é o que toda a nossa turma espera...
ATÉ a próxima.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 340 (SEXTA-FEIRA, 25-12-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Mais uma vez, é Natal, festa maior da cristandade. Sei que o Bom Velhinho desceu ontem pela chaminé invisível de nossos corações, deixando-nos presentes raros que não são encontrados em lojas, tais como amor, paz e solidariedade. Como não escrevi a minha carta ao Papai Noel (tais pedidos foram feitos com o coração), deixo, hoje, como americano, uma especial. O presente que todo americano quer é que, no próximo ano, o nosso querido e glorioso América tenha uma temporada dos nossos sonhos, brilhando no Campeonato Mineiro e, se possível, brilhe mais ainda no Campeonato Brasileiro da Série B, sendo campeão (no caso, bi) ou ficando entre os quatro primeiros colocados, retornando, assim, ao Brasileirão, em 2011. Seria o maior presente que todo americano gostaria de receber. Querido Papai Noel...
E, pelas declarações entusiasmadas de nossos dinâmicos e abnegados dirigentes, acho que tudo isso pode virar realidade. A entrevista dada pelo presidente Marcus Salum, na noite da última terça-feira, no programa do companheiro e amigo Son Salvador (Canal 22, TV Horizonte), deixou-me entusiasmado. O América que, disputou a Série C (grande campeão) com um time de Série B, vai disputar a Série B com um time de Série A. Correto, Salum. Promessa, em minha querida Abre Campo, é dívida. Por favor, não iluda o hoje feliz torcedor americano. O América está renovando aos poucos os contratos de seus principais jogadores e está trazendo bons reforços. Um novo e forte América está sendo desenhado, fazendo o torcedor acreditar e sonhar. Dias melhores virão. Vamos “arregaçar as mangas da camisa”, Salum e seus outros seis presidentes do clube. O América precisa voltar a ser a maior força do futebol mineiro. Isso só será possível se houver um trabalho sério e inteligente. Tem nada de impossível, vez que, a meu sentir, impossível sempre foi o que demora um pouco mais...
PS – Enquanto isso, passado o Natal, a minha turma já está preparada para mais um sábado daqueles, no bar do agitado galista Toninho Afonso (Rua Américo Macedo), quando deve acontecer mais um “show” da nossa quase filarmônica do Gutierrez, sempre bem comandada pelo grande e dileto amigo americano/santista Jésus Wagner Marques Brito, o da timba afinada e barulhenta. Ultimamente, ele e o Odilon Teixeira (violão e voz) garantem a “festa”, com uma música de alto nível. Quem vier para compor a banda será bem recebido, como Thiago Balbino (bandolim), Alemão, Átila, Roberto (percussão), Délio Gandra (violão e voz), Zé Lino (idem) e outros. O problema é que a música não pode faltar e nem parar...
ATÉ a próxima.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 339 (QUARTA-FEIRA, 23-12-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Hoje, quarta-feira, o dia é de amenidades, casos e “causos”, ficando o meu querido e glorioso América e a nossa quase filarmônica do Gutierrez para as colunas de segunda e sexta. O dia é, também, para divulgar o belo poema do amigo galista Cadinho Faria (o “mago do violão”), “O colecionador”, inspirado no meu saudoso irmão Domingos Afonso, que nos deixou tristes no último dia 14, com a sua prematura partida: “Santiago criou o seu mundo/ dentro do mundo do Criador/ seu canto, a sua poesia e sua mania de colecionador. Colecionou filmes, relógios, discos, quadros, canetas e coisas de pouco valor”.
“VÁRIOS objetos antigos/ e o que der na veneta. Mas acima de tudo/ coleciona amigos/ não por hobby/ mas por amor. É o padrinho do Zé, do Carlinhos/ do Zé das quantas e do Zé ninguém. Nasceu pra sanar a dor/ e o sofrimento de quem tem. San da mente sã/ eterno professor. O bar é seu canto predileto/ seu segundo teto e abrigo/ local de rever e fazer amigos/ e abastecer vícios antigos. Beber e jogar damas/ fazer palavras cruzadas. Enquanto esquenta a Bhrama/ jogar na loteria/ alimentar a filosofia/ enquanto não come nada. Pagar a conta alheia/ ficar de cara feia/ pra gente mal educada. San amigo velho/ em você muito me espelho/ quero-lhe sempre por perto/ e tenho o peito sempre aberto/ pro seu carinho e seu conselho”. Nota: claro que este poema foi escrito antes da morte do Domingos. Perfeita...
O DIA é, também, para agradecer o amigo “Sandrão Futebol Diário”, pela bela mensagem enviada para o meu modesto Blog internacional: “Querido amigo Miguel! Gostaria de expressar meus sentimentos e de toda a minha família. Gostamos de todos vocês. Ontem nosso querido Domingos foi ao encontro de Deus Pai. Na ocasião não pude encontrá-lo pessoalmente para demonstrar meu sincero sentimento. Desde então, espero que todos entendam o que para nós ainda é um enigma. Chega uma hora que Deus nos dá a mão e temos que partir. Que Deus conforte o coração de todos da sua família, que eu tanto admiro. Forte abraço”. Valeu a força, Sandro!
PS – O dia é, também, para agradecer a tantos amigos que nos confortaram e nos emprestaram solidariedade no momento tão difícil vivido por mim e meus familiares. São tantos, que a citação nominal deles torna-se impossível em minha modesta coluna. Seriam necessárias muitas colunas. Assim, só posso dizer, muito obrigado a todos. Valeu a força, que ajudou muito a amenizar a nossa dor indizível. Perder um amigo é muito doloroso. Irmão e amigo, então, não dá sequer para explicar o sofrimento.
ATÉ a próxima.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 338 (SEGUNDA-FEIRA, 21-12-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! Como o meu querido, glorioso e desprotegido América é desprestigiado no velho ludopédio! Nas pequenas (grandes) coisas vai se percebendo tal tratamento dispensado ao Coelho. Dois fatos recentes ilustram o meu modesto ponto de vista: o Campeonato Brasileiro Sub-20 e o dinheiro da televisão. Ora, o Coelho é o atual bicampeão mineiro júnior, mas, quem disputou o Brasileiro Sub-20 foi a “fajuta”, “fuleira”, famigerada e protegida duplinha RapoGalo. Que competição é essa, disputada pelos piores (mineiros, bem entendido)? Como desconheço os critérios (se é que tem), melhor lembrar do saudoso amigo americano Sérgio Brito Lucena: “o que não sei, minhoca lá”. Ou seja, o que não sei, melhor calar...
E O dinheiro da televisão, hein, que coisa vergonhosa? A parte maior do “bolo” é da duplinha RapoGalo, ficando uma “ninharia” para os demais, entre eles, o meu Coelhão. Correta foi a dinâmica diretoria americana, que “bateu o pé” e não aceitou a vergonhosa “esmola”. Então, se a televisão não rever seus critérios (ou falta deles, sei lá), a “telinha” da “toda poderosa” não vai poder exibir os jogos do América, entre eles, dois clássicos estaduais (contra a duplinha). Terá que se contentar em exibir os joguinhos do Tigre/de/bengala e dos demais clubes da interlândia, naturalmente, também, os da duplinha RapoGalo. Jogos do Coelho no Campeonato Mineiro, somente pelo “pay-per-view”. Aí, quero ver o “ibope” da televisão fechada...
QUE coisa, a Seleção do Troféu Guará de 2009 não tem um jogador sequer do meu América! Tempos mudados! Oito da Raposinha (Fábio, Jonathan, Leonardo Silva, Diego Renan, Marquinhos Paraná, Ramires, Gilberto e Kleber) e três do Galinho (Werley, Corrêa e Diego Tardelli). Uma “seleção” do jeito que essa gente gosta. Sei como ela é feita, vez que já votei nela, na época que trabalhava no extinto jornal “Diário da Tarde”. Quanta “manipulação”! O América só vai receber dois troféus (campeão mineiro júnior e brasileiro da Série C). E, “pegando o boi”...
PS – Um belo final de semana! Na tarde de sábado, a nossa quase filarmônica do Gutierrez brilhou no bar do agitado galista Toninho Afonso, com os talentosos músicos Jésus Wagner Marques Brito (americano/santista da timba afinada e barulhenta), Odilon Teixeira (voz e violão), Alemão e duas boas “canjas” (um cantor e um tocador de pistão). Começou trio e acabou quinteto. Um pouco mais tarde, o bar do Dalmir ficou lotado, na tradicional leitoa de fim de ano do saudoso irmão Domingos Afonso. Infelizmente, a forte chuva de pedras (dilúvio) não permitiu que eu subisse o “morro”, como era de meu desejo. No próximo ano, se Deus assim o permitir, estarei firme que nem “prego na areia”, pois a tradição não pode acabar. O Domingão merece...
ATÉ a próxima.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

DE LETRA

DE LETRA Nº 337 (SEXTA-FEIRA, 18-12-09)
MIGUEL SANTIAGO
OLÁ, caros leitores semanais! O meu querido e glorioso América parece estar levando a sério seu futebol profissional, como, aliás, ocorreu em 1997, que resultou na brilhante conquista do Campeonato Brasileiro da Série B. Como todo bom time de futebol começa com um grande goleiro, o América tratou logo de começar com dois de excelente nível técnico, renovando (finalmente) o contrato do Flávio e contratando o Gleguer. Os dois já jogaram em alguns dos principais clubes do futebol brasileiro. O Flávio, então, já foi até campeão nacional (com o Galinho dos ricos paranaense, bem entendido). Aliás, pelo que sei, ele é o único campeão das três Séries, A, B e C. A última façanha, com o meu Coelho, que está marcado para sempre em sua vida. Ele entrou para a linda história do meu clube. Tinha mais que renovar. Difícil, foi, mas a nossa dinâmica diretoria trabalhou bem.
ALÉM dos dois grandes goleiros, o América já havia contratado o meia Luciano Ratinho (ex-Corinthians/SP) e, anteontem, o zagueiro Thiago Couto (ex-Mogi Mirim/SP) e o volante Ramos (ex-Brasil de Pelotas/RS). Outros reforços virão, tenho certeza, já que o clube está pensando alto, ou seja, na conquista da Série B do próximo ano, já que a meta sonhada é o Brasileirão de 2011. Para mim, o América deveria se estruturar melhor, para chegar à Série A em 2012, ano de seu centenário. Seria uma maravilha. Impossível? Nada disso, vez que, a meu sentir, impossível é o que demora um pouco mais. Vamos subir, Coelho! De degrau em degrau. Sem pressa, como bom mineiro...
PS – Pressa tem a nossa quase filarmônica do Gutierrez, que, na tarde de amanhã, tem mais um “show” previsto para o bar do agitado e desolado galista Toninho Afonso (Rua Américo Macedo). Infelizmente, dessa vez, provavelmente, devo estar ausente, por causa da homenagem a ser prestada pelos amigos do bar do Dalmir (Rua Ludgero Dolabela) ao meu querido e saudoso irmão Domingos Afonso, que fazia do logradouro o seu “segundo lar”. Era lá que, após o árduo trabalho diário no Hospital da Clínicas, fazia a sua “higiene mental”, chamando alguns de “débil mental completo” ou dizendo que tal hipótese “inexistia”. Assim era o Domingão! Sua Missa de 7º Dia será domingo, 10 horas, na Igreja Santíssima Trindade, na praça do Gutierrez. Mas, no bar do Toninho, se não houver mudanças de última hora, devem estar os talentosos músicos Jésus Wagner Marques Brito (o americano/santista da timba afinada e barulhenta), Odilon Teixeira (violão e voz), Thiago Balbino (bandolim), Régio Bicalho (cantor/ator), Alemão e, talvez, o grande americano Zé Lino (violão, voz, digo, vozeirão). A festa do final de semana da turma está garantida: no bar do Toninho (alegria, alegria) e no do Dalmir (momento de saudade de uma querida pessoa que foi antes da gente)...
ATÉ a próxima.